| ||||
|
Verdade inventada Receitas pra felicidade Já percebeu quantas pessoas reclamam ou já reclamaram por serem incompreendidas e julgadas? Talvez vc, com certeza eu também! A sociedade determina padrões e cria esteriótipos. E só pode ser feliz quem segue, respeita e obedece a esses padrões. Mulheres gordinhas, mulheres com cabelos cacheados ou ondulados, mulheres solteiras não podem ser felizes. Homens homossexuais, homens fiéis, homens solteiros também não. Não se pode gostar de reggae, porque quem gosta de reggae é machonheiro. Não se pode ter tatuagem. Quem tem tatuagem é, no mínimo, viciado em qualquer coisa. Não se pode mudar de opinião, é comportamento de "maria-vai-com-as-outras". Também não é permitido falar alto. Pessoas educadas devem ser discretas. Gargalhadas não refletem um comportamento adequado. Coisa de gente efusiva, e ser efusivo é feio, é desagradável. Se você é ou está muito feliz, não deve transparecer através dos gestos e da fala. É coisa de bêbado. E beber - não importa o quanto - também não é adequado. Comer demais não pode. Vão pensar que você está com problemas. Agora, se for gordinho (a) já terão a explicação para o "seu problema". Pense bem nas roupas. Não use o que você gosta. Use o que vai gerar elogios e boa impressão. Passaria horas aqui listando todas as "regras" de conduta da sociedade. Elas seriam nossa "receita" da felicidade. É disso que tentam nos convencer. E é exatamente aí que começa toda injustiça da sociedade. Se ousamos ir contra todos esses padrões, somos rejeitados, criticados, julgados. E quantas vezes reproduzimos isso porque sofremos com essas mesmas críticas, rejeições e julgamentos? A sociedade é hipócrita, é má. Se realmente houvesse preocupação com o ser humano, ela pregaria somente uma lei: a felicidade.
***O filme "Antes só do que mal-casado" retrata bem essa situação. Nele, a pressão da família, dos amigos, enfim, da sociedade para que um homem quarentão solteiro se case acaba influenciando-o. Assim como muitos de nós, ele se deixa levar pelos comentários alheios e chega a acreditar que tem problemas por não estar casado ainda. Bem...o que acontece depois, deixo que descubram. Não é dos melhores filmes, mas faz uma crítica interessante à postura da sociedade em relação às pessoas adultas solteiras. ***
Escrito por Aninha às 13h51 [] [envie esta mensagem] [link] Meu dia egoísta Estou em um momento egoísta. E não me condenem, afinal, quem nunca teve o seu? Quero falar. Preciso falar. Falar de mim, dos bobos, mas reais problemas. Falar dos grandes e sérios também. Quero contar todas as minhas angústias das últimas semanas. Falar dos planos que estou fazendo e que têm me animado bastante. Ah...e das decisões que preciso tomar, mas não consigo. Quero rir do filme a que assisti sábado à noite e dividir o desespero de outro - o qual nunca deveria ter visto!!! Quero receber mensagens. Quero que o telefone toque e não seja a moça da assistência técnica ou a secretária do G9. Quero olhar no orkut e ver vários "ois", como um que recebi hoje. Abrir minha caixa de email e encontrar um enviado especialmente para mim. Não quero ser só mais uma na sua lista automática. Quero ouvir um "tudo bem?". Mesmo que não esteja e eu responda que sim. Nossa...e como eu quero um elogio!!! Espontâneo, verdadeiro, real, sincero. Chega de críticas!!!! Às vezes, ser tão animada, sempre de bom-humor, bem-resolvida faz com que as pessoas não percebam o quanto preciso delas... Escrito por Aninha às 17h29 [] [envie esta mensagem] [link] Palavras Trabalhei com a turma de segundo ano, 221, sobre concisão e precisão no texto, especialmente o dissertativo. Depois do trabalho, quando voltava para a casa, fiquei pensando se é realmente possível encontrar a precisão para aquilo que queremos transmitir, se existem palavras que traduzem EXATAMENTE aquilo que queremos expressar. A resposta? As palavras dizem muito, mas não são capazes de dizer tudo! Como traduzir em palavras os sentimentos todos que surgem quando vemos uma criança nascer? Como explicar exatamente o que sentimos quando nos encontramos - pela primeira ou milésima vez - com alguém e nos sentimos sem chão, as borboletas invadem nosso estômago e perdemos a noção de tudo? Que palavra poderia expressar melhor tudo o que pensamos e sentimos quando nosso maior sonho é realizado? O que dizer quando descobrimos a traição daquele a quem amamos imensamente e dedicamos boa parte do que somos? Existe palavra que represente todo o medo e desespero de perder alguém a quem amamos? Medo? Desespero? Não...é pouco. Não traduzem tudo. Como descrever aquele abraço que passamos tanto tempo esperando, a companhia agradável, os sorrisos sinceros? Será mesmo que um simples "eu te amo" - expressão tão bela, mas tão banalizada - é capaz de demonstrar o tamanho do nosso sentimento? Não. Definitivamente as palavras não são exatas. Não explicam, não traduzem tudo. E as palavras mentem. E as palavras enganam. E as palavras são falsas. Mas os olhos, a boca, os braços, as mãos, o corpo não. Esses não sabem fingir. E só eles são capazes de dizer, com exatidão, aquilo que está dentro de nós; aquilo que palavra nenhuma poderá representar! Escrito por Aninha às 10h49 [] [envie esta mensagem] [link] Aos amigos de hoje e de sempre Dando o primeiro passo pra continuidade dos agradecimentos aos grandes amigos que estiveram comigo nesses quatro anos, fico sem saber exatamente como começar ou por quem começar. Não quero ser injusta com alguém e, por outro lado, faço questão que todos saibam da minha imensa gratidão. É engraçado pensar nisso. Engraçado pq antes da separação eu me sentia sozinha, perdida, esquecida. E de repente descobri que não era bem assim. Amigos se uniram pra me confortar, pra me ajudar, pra "marcar presença". Costumo dizer que parecia que eu tinha ficado viúva e recebia a visita de amigos pra me alegrar! Cibele. Poxa...ela foi a primeira. Foi a única com quem eu tinha partilhado algumas dificuldades do casamento e o primeiro ombro amigo (sem contar a família de quem falarei depois). Foi a primeira pessoa pra quem eu liguei. Tinha medo de ser julgada, criticada, mas entre as inúmeras acolhidas que recebi depois, a dela foi essencial. Se ao invés de abraços e incentivos eu tivesse recebido dela questionamentos, não seria capaz de continuar com a minha decisão de forma tão incisiva e decidida. Ela chorou comigo, sofreu comigo, sentiu raiva comigo... e partilhamos outras histórias depois. Apesar de não nos vermos como antes ( e eu estou devendo uma visita há um bom tempo!), continuo amando demais essa grande e especial amiga. Sempre amiga. Não só pelo que fez por mim, não só pela gratidão. Mas pela pessoa incrível, maravilhosa, belíssima que ela é. Cibs...desejo, de todo o meu coração, que você seja extremamente feliz! Você e essa família maravilhosa que está construindo! Depois apareceu a Liza. Elizandra Bianca. Amiga de muitos, muitos anos que a vida afastou um pouco. Na verdade eu me afastei muito dos amigos quando o namoro foi ficando sério. Aí veio o noivado, o casamento...e o fim dele trouxe muitos de volta! Bem...ela também chorou comigo. Na verdade é difícil falar de alguém que não o tenha feito. Mas o que nos uniu mais foi a busca por alguém que a gente acreditava ainda poder encontrar. Duas amigas saindo de relacionamentos difíceis e muito frustrantes em busca de algo que nos fizesse acreditar novamente no amor. Ela encontrou primeiro que eu. Na verdade, ela quer muito mais que eu. E merece um amor de verdade. Um amor pra vida toda! Torço pra que seja desta vez. Florilda, Elaine e dona Cida. É até difícil dizer tudo o que essas três pequenas grandes mulheres fizeram por mim. Força, carinho, amizade, companheirismo, solidariedade...Não dá pra expressar tudo. Mas o mais importante foram os conselhos. E como elas me ouviram! E como elas me aconselharam! Estava difícil pra mim e pra minha família a adptação à vida de solteira, mas elas tornaram tudo mais simples, mais fácil... Me ajudaram a ter certeza de que não estava enlouquecendo. Então, passada a fase da adaptação, da confirmação, da certeza, veio a fase de voltar à vida. Então surgem os novos amigos. Muitos novos amigos. Maryta, Alessandra, Breno e Danilo foram os primeiros. Eles me trouxeram de volta à vida social. Com eles encontrei os primeiros novos amores. Com eles fui começando a descobrir os novos prazeres dos quais tinha me abdicado e fui me redescobrindo. Mas ainda muito marcada, ainda muito quadrada, não sabia ser eu mesma, não sabia ainda quem eu era. Então surge a Chris. Caramba...como falar da Chris? Uma amizade intensa no início, até um pouco exagerada, com altos e baixos, um afastamento temporário pra depois se fortalecer e, em Trindade, se redescobrir. Com a companhia dela me descobri. Com a companhia dela me encontrei. Com a companhia dela tive vários dos momentos mais divertidos da minha vida. Aprendi a ser eu mesma, aprendi que todo mundo tem algo de bom pra nos ensinar, aprendi que todos, até que provem o contrário, são merecedores da minha amizade, da minha simpatia. Aprendi a a não me apegar tão rápido (essa foi a maior lição dela!!! heheheheh). Aprendi que a vida é curta demais pra ser vivida de qualquer jeito e com mau-humor. Aprendi que é possível se divertir em qualquer lugar, a qualquer hora e em qualquer circunstância, basta ter uma boa companhia! Então ressurge a Lu. Mokarzel. Querida irmã. Querida amiga. Ela e a Chris compartilham os melhores momentos da minha vida. Muita diversão, muitos passeios, muitas viagens, um carinho enorme e muitas outras amizades. A Lu é meu lado maluco, meu lado descontrolado, meu lado insensato, meu lado livre, meu lado inconsequente. E como eu gosto disso! Ela não me julga, não me censura, não me condena, não me poda. Pelo contrário, compartilha comigo. Entende porque amo certas amizades, entende porque amo certas companhias, entende porque amo certos programinhas no fds. E o melhor, está sempre junto. Nossas histórias juntas dariam um livro. Um livro bem divertido!!! Aí, com a Lu vieram outras importantes e especiais amizades. Fer, a sextanejeira e produtora em série de miomas. A comedora de pizza mais romântica que conheço. Eugênia, a mulher sensata, aparentemente séria, que se preocupa com todos os seus amigos. Os antigos e os novos. É incrível como ela não se esquece de ninguém e é sensível pra perceber, nos nossos pequenos gestos, nos pequenos detalhes, que há algo de errado. E ainda tem os meninos. Paulo, o observador, preocupado, sempre disponível amigo. Diere, aquele amigo que nunca liga, mas que você sabe que tem um carinho enorme por você. E os especiais Rafael, Vandinho, Alemão, Randal e Dalminho. Camaradagem, companheirismo, sinceridade nas críticas e muito, muito amor. Pois é...são muitos, são especiais demais, são indescritíveis...todos eles. Tenho orgulho em dizer que sou parte da vida deles e que eles são parte importantíssima da minha. E por causa deles, agradeço sempre pela coragem que tive em tirar uma pessoa da minha vida. Ela saiu, mas inúmeras outras entraram. E essas, com certeza, pra ficar!!!
Escrito por Aninha às 09h50 [] [envie esta mensagem] [link] A melhor e mais difícil decisão Há quatro anos não seria capaz de imaginar minha vida como ela é hoje. Há quatro anos não sabia o que era ser feliz como sei hoje. A separação gerou frustração, decepção e, confesso, uma pitada de mágoa. Não é fácil, não é simples, não é confortável ver o sonho da sua vida desmoronar. Menos fácil ainda quando não se enxerga razões para isso. Como não sentir frustração? Como não sentir aquela pontinha de mágoa vez ou outra? Mas a vida continua. Continua e é preciosa demais para gastá-la com o que já passou, com o que não tem conserto. É sábio o ditado popular "o que não tem remédio remediado está". Escolhi viver o presente e olhar para o futuro. Lamentar o passado não me leva a lugar algum. Mas não fiz isso sozinha. Muito menos de uma hora para a outra. Vivi um processo. Ainda estou vivendo. Há exatos quatro anos tomei a melhor e mais importante decisão da minha vida. A decisão que mudou muita coisa em mim. A decisão que me trouxe a felicidade, o amor-próprio e inúmeras, inesquecíveis e incalculáveis amizades. E é delas que quero falar a partir de hoje. Durante alguns dias publicarei aqui textos em homenagem às várias pessoas que, de alguma forma, me ajudaram a ser maior que a mágoa e a frustração, me fizeram ver o meu valor, me deram a certeza de estar fazendo a escolha certa. A partir de amanhã...a vocês, grandes e inesquecíveis amigos...um obrigada do tamanho do bem que fizeram a mim!!! Escrito por Aninha às 14h14 [] [envie esta mensagem] [link] Obrigada (Por ter se mandado) Obrigada, Cássia Eller Escrito por Aninha às 14h05 [] [envie esta mensagem] [link] Meu exemplo de mulher
Mãe duas vezes. Mãe experiente. Mãe 24 horas por dia. Mãe Tereza. Minha segunda mãe. Minha avó. Mulher de pouco estudo, mas conhecimento infinito. Quando senta com a gente na famosa mesa de café, ou na sala de estar sempre quentinha e espaçosa o suficiente pra acolher a família toda - que não é pequena não - discute sobre tudo. Política, religião, notícias do dia-a-dia, esporte e - claro- o futebolzinho. E acreditem! Ela entende do assunto. Botafoguense de coração, mas com um coração grande o suficiente pra torcer também pelos times dos genros, especialmente, dos netos. Quer que o Botafogo ganhe, mas sofre porque o Corínthians do Augusto e do Jonas, ou o São Paulo da Gisele e da Carolina, ou o Vasco do Junior, da Maiza, do Gustavo e do Vô, ou o Flamengo (ou seria o Paissandu) do Magela Junior estão perdendo, ou poderão perder. Mas não é só na sua torcida que ela se destaca. É dela o melhor cafezinho de todo dia, especialmente aos domingos. É dela o bolo de fubá mais saboroso, o de banana mais perfeito. E o arroz e feijão com aquela maionese milimetricamente perfeita dos almoços festivos também são dela! Ah...não posso me esquecer do pudim. Ai, aquele pudim. Tem também a batata frita que só ela é capaz de cortar tão fina!! Até o ovo frito dela fica divino. Então me pego pensando qual o segredo de tantas delícias culinárias. E a resposta só pode ser uma. A resposta só pode ser a única que explica toda a grandeza dessa humilde, simples, singela vida: o amor. Amor tão grande que fez da própria vida uma inteira doação ao outro. À sua família. Família que é família graças a ela. Nossa grande matriarca. Aquela que vê tudo, observa tudo, analisa tudo, preocupa-se com tudo. Ela não manda. Não precisa. Ela ama e esse amor já nos basta pra entendermos o rumo certo. Ela tem sabedoria. O pouco estudo não impediu que se tornasse uma grande mulher. Pequenina, miudinha, mas gigante pelo que ela é e pelo que se tornou pra cada um de nós e pra nossa família. Ama igualmente, ama incondicionalmente, ama intensamente. A vida não foi fácil, mas ao lado de um homem tão sábio quanto ela, conquistou a maior realização que alguém pode encontrar: uma grande, unida e linda família. Depois da minha mãe, é nela que penso antes de fazer algo. Não por temor ou obediência. Mas pelo exemplo que ela nos dá do que é ser verdadeiramente mulher. É exatamente por isso que hoje, no dia do seu aniversário, todos nós, família inteira, agradecemos a Deus por essa vida. Essa vida que não só gerou a nossa, mas deu a ela significado, beleza e amor! Amo demais essa mulher! Tanto que seria impossível explicar, impossível quantificar, impossível entender! Escrito por Aninha às 16h25 [] [envie esta mensagem] [link] Nossas Teresas de Calcutá Dizem que as pessoas estão mais egoístas, mais insensíveis, mais indiferentes hoje. Dizem também que o avanço tecnológico e o progresso são grandes responsáveis por isso. Mas se esquecem de que o ser humano sempre foi voltado pra si mesmo. O que os grandes fatos da humanidade revelam a não ser egoísmo e insensibilidade? Digam o que revela sobre o homem toda invasão romana em busca de ampliar seu território e sua riqueza? O que podemos entender de todo o período feudal? Os senhores se importavam com os vassalos? A riqueza era partilhada? Importava aos nobres da monarquia se o povo passava fome ou sofria por causa das epidemias? O que nos mostra sobre o homem - e não só Hitller, mas todos que o apoiaram e ainda pregam sua filosofia - a Segunda Guerra Mundial? Guerra no Golfo, guerra no Iraque, atentados terroristas, sequestros, tráfico de drogas, mortes no trânsito, inúmeras pessoas sofrendo por depressão, cânceres, AIDS, sídromes do pânico... Não pode ser culpa do progresso ou da tecnologia. Antes mesmo de existirem o homem já revelava sua pequenez. Faz parte do ser humano a busca pela satisfação pessoal. Todos nós vivemos uma luta diária e incansável pela felicidade, pela realização pessoal e profissional. Todos buscamos um lugar ao sol. Mas alguns desejam demais, exageram na luta, acreditam que essa busca precisa ser solitária, que o outro atrapalha e, por isso, deixam de olhar ao redor. Podem perder o foco. Para outros, apesar de não quererem ignorar o mundo ao redor, a vida é injusta, ela não permite desvios. O mundo capitalista em que vivemos exige muito de nós. Não sobra tempo para nós, quanto menos para o outro. No entanto, apesar de tanta indiferença, há muito o que salvar nessa selva. Nas diversas Igrejas (que não são poucas), em algumas empresas, nas ONG´s e mais variadas instituições vemos pessoas dedicando parte ou toda sua vida para o outro. Pessoas que lutam diariamente para que haja saúde, educação, moradia, alimentação e justiça a todos. Como dizer que o mundo está mais indiferente? Talvez os governos continuem assim, como na antiguidade. Mas as pessoas não. Em meio a tanta insensibilidade temos muitas Teresas de Calcutá distribuindo solidariedade. Mas isso não dá IBOPE.
"A todos os que sofrem e estão sós, dai sempre um sorriso de alegria. Não lhes proporciones apenas os vossos cuidados, mas também o vosso coração." Madre Teresa de Calcutá Escrito por Aninha às 11h16 [] [envie esta mensagem] [link] As coisas são como elas são "Nem tudo é como você quer / nem tudo pode ser perfeito / pode ser fácil se você / ver o mundo de outro jeito." Que outra opção temos quando as coisas não são como gostaríamos a não ser viver o que nos é possível viver, com alegria, entusiasmo e dedicação? Pra que estragar o que nos é possível viver? Quem sabe, em meio a tanta decepção, a gente não encontre algo bom pra se dedicar, algo que valha a pena, algo que nos traga satisfação... A felicidade está aqui dentro. Bem dentro de mim e sou eu a responsável por fazê-la aflorar ou sufocá-la, deixando que as frustrações sejam maiores que ela. Não são as pessoas ou as situações que me fazem feliz. Sou a única responsável pela minha própria felicidade. Sou a minha felicidade. As coisas podem não ter saído como eu esperava. Não consegui tudo o que queria. Porque não sou perfeita. Porque os outros não são perfeitos. Porque as coisas não são perfeitas. Mas podem ser boas, podem ser divertidas, podem ser gratificantes, podem ser enriquecedoras e podem, sim, ser vividas com prazer e felicidade!! Sob qual ponto de vista olho minha vida? É essa a grande diferença!!!!!
Escrito por Aninha às 17h43 [] [envie esta mensagem] [link] Algum dia Ninguém nunca te disse
Está faltando tempo pra eu escrever mais. Tenho tanta coisa pra dizer. Quero falar sobre os olhares, sobre a fúria que as pessoas efusivas geram nos outros, sobre a indiferença, sobre a fé...nossa...sobre tanta coisa. Mas falta tempo. Então, pra não ficar vazio de novas postagens, coloquei a letra da música q no momento mais mexe comigo. Faça a sua interpretação...não pra minha vida, mas pra sua!!!! Ah...ela é do Capital Inicial.
Bjin*** Escrito por Aninha às 13h27 [] [envie esta mensagem] [link] Sem suposições No último texto recebi um comentário anônimo. Este que vem a seguir: Bem...seja quem for, não quis se revelar ou se esqueceu. Mas gostei mto do que mostrou. A primeira frase - retirada do texto de Clarice Lispector que publiquei - diz muito sobre mim. Quem me conhece sabe que não sou pessoa de ficar quieta. Em nenhum aspecto, em nenhuma situação. Falo o que penso, o que sinto, o que espero. Falo bobeiras, falo besteiras e não me censuro. A não ser que seja realmente necessário. Mas há coisas que não precisam ser ditas. Nossos atos, nossas escolhas falam por si. Elas, sem dúvidas, mostram mto mais nossa essência do que nossas palavras!!!! Minha vida não é um livro aberto. É um livro escancarado msm!!! Não tenho vergonha do que fui ou do que sou, do que vivi ou do que vivo hoje, dos sucessos, das realizações nem dos fracassos ou das frustrações. Não escondo sentimentos, a não ser que eles sejam injustos com o outro. Sou fiel aos meus sonhos, projetos, valores, sentimentos - sejam eles bons ou ruins. Mais do que tudo isso, sou humana. Erro, exagero, tenho tpm, fico irritada, às vezes mau-humorada, e, vez ou outra, acerto. Mas não jogo minhas frustrações, minhas decepções nos ombros alheios. Ninguém precisa delas, afinal cada um já tem as suas pra dar conta. E, no fundo, todo mundo tem. Meu mau-humor não é culpa dos outros, meus erros tbm não, nem as amizades ou os romances que não deram certo. Mas também não é culpa minha. Simplesmente não deram certo. Ninguém precisa aguentar minhas reclamações e minha cara feia. Nem eu msm!!!! Por isso, rio tanto, me divirto tanto e - quase sempre - estou de bom-humor, e quando não estou, pelo menos tenho disposição para ficar!!!!! Sou legal!! É, tenho um gênio forte, mas em geral eu sou legal. Faço de td um pouco pelos que amo - independente se me amem também ou não. Brigo, xingo se preciso for. Também abraço, beijo e não me canso de demonstrar o quanto sou feliz por amá-los e por tê-los por perto. Mas às vezes sou má com quem é mau comigo. Não sou vingativa, não. Simplesmente torno-me indiferente. E a indiferença dói. Sei o quanto dói. Também não sei fingir simpatia com quem não tenho. (Se não tenho por alguém, com certeza perceberá!!!) Detesto falsidade. Detesto agir com falsidade. Detesto que sejam assim comigo. Mas procuro ter respeito. Não gosto, mas não tenho pq difamar o outro. Falar pelas costas. Não. Não sou covarde! O que preciso falar, falo pra quem precisa ouvir. Pena que tem gente que não saiba ouvir!! E, sem hipocrisias, prefiro que falem comigo sinceramente sobre o mal que cometi. "O que sou é mais importante do que supostamente eu sou". Não tenho suposições. Eu simplesmente SOU. Tem quem goste, tem quem não suporte, mas é assim msm que sou. Escrito por Aninha às 11h17 [] [envie esta mensagem] [link] Sobre a escrita... Clarice Lispector
Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma idéia. Cada palavra materializa o espírito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento. Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos. Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por um extrema simplicidade de linhas. Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras. Qual é mesmo a palavra secreta? Não sei é porque a ouso? Não sei porque não ouso dizê-la? Sinto que existe uma palavra, talvez unicamente uma, que não pode e não deve ser pronunciada. Parece-me que todo o resto não é proibido. Mas acontece que eu quero é exatamente me unir a essa palavra proibida. Ou será? Se eu encontrar essa palavra, só a direi em boca fechada, para mim mesma, senão corro o risco de virar alma perdida por toda a eternidade. Os que inventaram o Velho Testamento sabiam que existia uma fruta proibida. As palavras é que me impedem de dizer a verdade. Simplesmente não há palavras. O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo. Acho que o som da música é imprescindível para o ser humano e que o uso da palavra falada e escrita são como a música, duas coisas das mais altas que nos elevam do reino dos macacos, do reino animal, e mineral e vegetal também. Sim, mas é a sorte às vezes. Sempre quis atingir através da palavra alguma coisa que fosse ao mesmo tempo sem moeda e que fosse e transmitisse tranqüilidade ou simplesmente a verdade mais profunda existente no ser humano e nas coisas. Cada vez mais eu escrevo com menos palavras. Meu livro melhor acontecerá quando eu de todo não escrever. Eu tenho uma falta de assunto essencial. Todo homem tem sina obscura de pensamento que pode ser o de um crepúsculo e pode ser uma aurora. Simplesmente as palavras do homem. Texto extraído do site "Sobrado". (Destaques meus.)
*** Por que escolhi hoje Clarice Lispector pra me traduzir... Clarice Lispector tem o dom de expressar as confusões e certezas que invadem, incomodam e torturam o ser humano. A ausência de certezas que gera a certeza. Certeza de ser aquilo que se é, certeza de não saber exatamente o que se é, mas que não permite fingimentos. Somos aquilo que sentimos. E os sentimentos mudam, e os sentimentos são confusos, e os sentimentos são inexplicáveis. Então, como explicar a mim mesma? Impossível. Escrito por Aninha às 11h14 [] [envie esta mensagem] [link] "Não importa quão complicada a vida se tornara, ele me lembrava de suas simples alegrias. Não importa quantas exigências me fossem feitas, ele nunca me deixava esquecer que a desobediência voluntária algumas vezes vale a pena." GROGAN, John. Marley e eu Os cães têm muito a nos ensinar. Muito mais que a conhecida e admirável lealdade que dedicam a seus donos. Donos não só pelo prisma da posse. A relação verdadeira entre homem e cão vai muito além de possuí-lo, de tê-lo comprado e por isso ter direitos sobre ele ou pura e simples obrigação. Sem dúvida existe um laço. Não é o mesmo de um filho com seus pais. Mas há um laço. Laço de amor. Sim, amor. Não me importa que a Ciência diga que eles não têm sentimento. Não me incomoda a Ciência provar que lhes falta inteligência. Quem convive com eles sabe do que são capazes. Seja por amor, por possessão, ou até mesmo por simples respostas a estímulos, eles são, muitas vezes, bem melhores que nós humanos. E com a minha Belinha, a poodle que mais parece um pittbull, tenho aprendido muito. Aprendi que não vale a pena desistir. Não importa quantas vezes ela caia antes de subir na cama. Não importa quanto tempo fique diante de um biscoito observando-o por não conseguir alcançá-lo. Ela não desiste e, de alguma forma, sempre consegue aquilo que deseja. Aprendi a não gostar de estar sozinha. Ela nunca quer. Ela não admite esse estado. E quando fica só, procura diversão e ocupação de alguma forma. Mesmo que seja destruindo meus sapatos ou espalhando papel higiênico pela casa. Mas só, triste, ela não fica. Então, por que eu ficaria? Agora, quando me vejo só, busco uma ocupação que, no mínimo, seja bem divertida. Aprendi que estar sempre animada e disposta é uma das formas mais fáceis de ser feliz. Se é pra ficar pra fora, ela fica, cheira tudo, late pra todo e qualquer barulho e faz uma festa. Se é pra ficar dentro de casa, a festa é tão grande quanto. Se é pra passear, a festa é maior ainda. Brincar, recepcionar as visitas, pedir comida, vigiar meu quarto...Seja qual for a atividade, é sempre realizada com muito ânimo e disposição. Afinal, se é pra fazer, vamos então aproveitar ao máximo, não é?! E como é bom estar com quem a gente gosta! Como ela se sente feliz assim! Não importa o meu humor, não importa a minha paciência ou a falta dos dois. Ela faz questão de mostrar o quanto está feliz por estar comigo. Como não se contaminar com esse jeito "canino", mas lindo de viver a vida? É...os cães são sábios sim. Vivem bem menos que nós. E muito melhor. Aproveitam intensamente a vida e cada momento dela com entusiasmo e disposição invejáveis. São felizes simplesmente por serem o que são.
Aí está ela...minha companheirinha fiel, alegre, arteira e feliz!!!!!
Escrito por Aninha às 10h50 [] [envie esta mensagem] [link] Somar e subtrair "Use a inteligência agora É difícil medir quando somos queridos de verdade ou quando estão ao nosso lado por interesse, seja ele qual for. E pra ser sincera, prefiro pensar que meus amigos são tão meus amigos quanto eu deles. Prefiro acreditar que o sentimento que dizem ter é real, verdadeiro, sincero. Começo minhas relações de amizade com 100% de confiança, 100% de dedicação, 100% de amor. E só perde um pouco, muito ou tudo disso quem quer. Gosto muito de repetir uma frase da minha amiga Chris: amigo a gente sempre soma. E eu gosto de somar. Gosto de ter muita gente por perto, gosto de ter com quem conversar, gosto de ter com quem falar besteira, gosto de ter alguém pra quem ligar ou mandar uma mensagem, gosto de ter com quem sair nos fins de semana. Me considero uma pessoa privilegiada. Não só pela quantidade de amigos, mas principalmente pela qualidade deles. Não exijo quem façam por mim ou sejam comigo exatamente como eu sou com ele - costumo amar demais, cuidar demais, me preocupar demais - só quero suas companhias e a certeza de que terei seus ombros quando precisar. E, modéstia parte, tenho muitos ombros onde me apoiar. Mas é claro que não sou inocente a ponto de acreditar que todos têm por mim o mesmo sentimento e a mesma consideração. Mas não me preocupo com isso, não passo meus dias avaliando seus comportamentos e o tamanho de sua amizade. Não é necessário. Um dia suas verdadeiras intenções virão à tona. Suas máscaras cairão. E com elas cairá também toda minha consideração, todo meu respeito e carinho. Apesar de não gostar, nesse momento vou subtrair. Vou sentir, vou, por alguns minutos, ficar chateada. No entanto, encontrarei força, carinho e conforto nos outros amigos sinceros que ainda estarão comigo. E, embora tenha subtraído, ainda estarei no lucro. Pois perder uma falsa amizade só nos faz sentirmos melhor. Na verdade, não terei perdido nada. Saberemos muito bem quem sairá perdendo nessa história... "Lobo na pele de lã Letra da música "Leviatã", Natiruts Escrito por Aninha às 14h10 [] [envie esta mensagem] [link] Ana Paula _ "Ana Paula?!" _ É. Por quê? _ Conta outra. _ Meu nome é Ana Paula. _ Você não vai acreditar, mas eu sempre sonhei em encontrar uma Ana Paula. _ Mesmo? _ E o meu sonho era...você. Escrito. _ Mesmo?! _ O cabelo, os olhos, até o formato do rosto. _Que coisa! _ Sabe de uma coisa? Eu estou achando isso muito suspeito. _ Suspeito? _ Você não se chama Ana Paula, chama? _ Juro! _ Está pensando o quê? Pode parar. _ Mas... _ Você não me engana. Está tudo perfeito demais. Até o dentinho um pouco torto. Aí tem coisa. Peralá. _ Que coisa podia ter? _ Você acha que os sonhos se realizam, assim, no mais? _ Só sei que o meu nome é Ana Paula. _ Você ia chegar assim, como eu sempre sonhei? Até o jeito de falar? Pára. _ Desculpe se eu... _ Não. Pára. Aí tem coisa. Comigo não. Não caio nessa. E ele se afastou, às pressas, fugindo, quase derrubando o sorveteiro. Luis Fernando Veríssimo. In: As mentiras que os homens contam.
******** ADORO ESSE TEXTO!!! ******** Escrito por Aninha às 18h07 [] [envie esta mensagem] [link] |
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
![]() | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||